BIOGRAFIA
Leia minha história
Quem é Amira Asmodea
Muitas pessoas perguntam de onde venho, como aprendi e por que ajudo os outros. Esta é uma versão breve da minha história.
Iniciainion
A primeira coisa que me lembro e9 que eu era uma crianra normal, uma menina que brincava nas ruas de Bonsucesso, um subrbio do Rio de Janeiro. Hoje, com mais de 80 anos, tenho poucas memrrias daquele tempo, mas sei que, e0 primeira vista, eu n parecia algum especial, e que ningum esperava que eu tivesse uma vida intensa, cheia de aventuras, tormentos, amores e vitrorias, que iria acontecer comigo em breve.
Cheguei ao Rio de Janeiro com meu pai, fugindo da pobreza e do assflio da igreja, no meio conservador do Brasil. Minha mra morreu pouco depois do meu nascimento, deixando meu pai responsvel por tudo. Apesar disso, sentia a presenra da minha mra gravitar comigo a todo momento, quando atravessava a grande cidade em busca de aventura ou fugindo dos perigos das ruas.
Durante minha adolescrncia, comecei a sofrer ataques em sonhos. Dormir, para mim, era um tormento. Sonhava com luzes, com sons muito realistas. Geralmente, sonhava com um fogo que me cercava, chamas que mordiam minha pele. Acordava no meio da noite, suada, assustada, muitas vezes gritando.
De algum modo, sabia que esses pesadelos estavam ligados e0 minha mra. Quando falei com meu pai sobre isso, ele me olhou como se n conhecesse ou entendesse, mas me deu o endereo de uma mulher que eu deveria ver. No dia seguinte, conheci Mama Xicuba, uma mulher consumida pelos anos, que vivia no fundo de uma casa alta e escura com cheiro de alecrim e incenso.
Madrinha Xicuba tinha o olhar profundo das pessoas que j viveram todas as coisas, e sua voz era doce, mas transmitia uma autoridade milenar. Ainda me lembro que, com aquela voz, ela me contou a origem dos meus pesadelos:
Eu era a faltima de uma longa famrlia de bruxas que chegaram s costas do Brasil vindo da Europa no srculo XVI, tiveram sofrido perseguira pela igreja, assflio dos governantes e rejeira pela alta sociedade, mas, apesar disso, conseguimos sobreviver. Os sonhos que me assombravam noite eram um chamado do meu sangue, exigindo que eu continuasse a tradira que me obrigava a assumir os deveres da bruxaria, receber a comunhra no altar partilhado pelos meus ancestrais e honrar os deuses que me eram familiares.
Eu era uma jovem mulher, entro, que acreditava fortemente na modernidade, na cincia e no progresso. Eu fazia parte daquele inumerlvel exercito de pessoas que acreditam firmemente somente no que podem verificar, e que desconfiam de tudo o que no entendem. Eu era ingna o suficiente para acreditar que bruxaria no existe, e o que pior, que magia coisa de crian?o. Eu era t?o ingna!
Naquela noite eu dormi pior do que nunca, e os pesadelos ruins cresceram cada vez mais, exigindo (agora eu sei) que eu assumisse o controle do meu destino.
Finalmente tomei a decisra de voltar com a Madrinha Xicuba. Antes que eu falasse, ela olhou nos meus olhos e, com um ligeiro sorriso, ordenou:
?7Pegue o pentagrama. Eu estava esperando voc comear o ritual?*
(* Pegue o pentrgono. Eu estava esperando voc comear o ritual ?6)
Foi ent?o que vi pela primeira vez um altar marico: l e1 as velas queimavam, os cristais brilhavam, os smbolos se multiplicavam.
Foi com esse ritual que comecei a ser uma bruxa e nada seria jamais como antes.
Todas as tardes depois da escola, eu ia com a Madrinha Xicuba para praticar meus feitios. Ela, com sua voz lacnica e autoritra, me obrigava a repetir as mesmas orações sempre, a ensaiar os mesmos rituais, a decorar os nomes das divindades, a conhecer a utilidade de cada tipo de vela, e a investigar as propriedades das ervas.
Eu chegava em casa tarde da noite. Meu pai me esperava para a refeira e no perguntava muito: ele tinha sido casado com uma bruxa por muitos anos e sabia o caminho que me aguardava.
A dama da floresta
Quando fiz 20 anos, a Madrinha Xicuba convenceu meu pai a me enviar em uma viagem, buscando aprimorar meu conhecimento. A princípio, meu pai recusou, mas a autoridade da velha bruxa venceu a teimosia dele. Ela me deu instruees sobre os lugares que eu deveria conhecer e as pessoas que iriam me ajudar no caminho. Ela me esclareceu, e naquele momento eu no podia entender, que tudo ja estava arranjado para que eu no tivesse problemas. Antes de partir, ela tirou seu velho pingente de ametista, que sempre carregava, e o pendurou no meu pescoo, dizendo "assim, voc sempre me leva com voc?." Hoje, mais de cinquenta anos depois, seguro o pingente em minha mo enquanto escrevo esta histria.
O primeiro lugar que viajei foi a verde Roscommon, no cora da Irlanda. L e1, a Sra. Erin Kilpatrick, a mais sdia, mal-humorada e loira de todas as bruxas irlandesas, me recebeu como aprendiz. Era uma pequenina feiticeira magra, com olhos entre verde e marrom, que mudavam de cor conforme o tempo. Ela vivia em uma casa de pedra, protegida por uma floresta, no muito longe de Ardsallagh.
A Sra. Kilpatrick tinha uma conex muito íntima com essa floresta. Ela costumava andar por ela descala, e muitas vezes banhava-se no riacho de guas claras e pedras polidas que corre incessantemente, a uma hora de l e1. Vi ela parando no meio da caminhada e colocando a mo na casca de uma arvore, para entrm mudar de humor, fosse pelo motivo da felicidade ou preocupara.
Assim que cheguei a Roscommon, meu treinamento comeou. Eu tinha que aprender a Roda Wicca do Ano, os comportamentos durante os Sabbats, as datas significativas do Calendro Celta, a rotina do Pentagrama, alm do recolhimento correto de cogumelos silvestres, a energia contida nas diferentes pedras e a selera da madeira adequada para o fogo do caldeiro. Mas, acima de tudo, com ela, aprendi o poder ilimitado da lua, a mr de todas as coisas.
A Sra. Kilpatrick me ensinou como preparar corretamente gua lunar, como consagrar meu corpo e alma Mra Terra, como respeitar os seres vivos e como conectar-se com a Natureza. Aprendi a reconhecer ervas essenciais e seus usos, a limpar minha aura com alecrim, a buscar refrgio na protera da arruda, a acalmar minha ansiedade com lavanda, a equilibrar meu corao com dente-de-lero, a conquistar a riqueza do trevo, a invocar a fertilidade da malva.
Foi realmente um ano intenso.
Achei que no conseguiria. Mas um dia, finalmente, a Sra. Kilpatrick me olhou com seus olhos verdes (estava ensolarado naquele dia) e me disse que eu ja tinha terminado meu aprendizado ali. Era hora de ir. Ela me levou para dentro daquela floresta, cortou um galho de um velho carvalho com seus dedos delicados e me deu para usar como varinha marica. "Sempre a leve com voc?, ela ir te guiar", explicou.
Abracei-a fortemente naquela floresta sagrada e logo continuei minha jornada.
A feiticeira escondida
Alguns dias depois cheguei a Zagan, na Polnia, perto da fronteira com a Alemanha. Quando desci do trem, havia uma bela jovem me esperando, vestida completamente de branco. Era Alenka, minha prxima instrutora.
Ela me levou a uma casa pequena, mas muito agradável, perto do rio Bobr, onde pude me acomodar em um quarto arrumado e bem cuidado. Alenka era uma mulher alegre, amigvel, sempre atenta s necessidades dos outros. Seu cabelo loiro, seu rosto eminentemente polons, ajudavam a dar a ela uma aparncia de mdica ou enfermeira. Era difcil pensar que estava diante de uma bruxa de verdade. A observo realizar os feitios com suas mos delicadas e no pude deixar de me apaixonar por aquela mulher esplndida, que parecia nica e alheia mundo.
Alenka sempre cuidava de mim. Cozinhava para mim deliciosos bigos (um prato tpico polons) muito bom para o frio, e me ensinava, dia a dia, diferentes maneiras de conectar-se com as necessidades das pessoas, escutar elas, entender e tentar resolver seus problemas encontrando o feitio apropriado para elas. Na Polnia, passei todo o inverno. Durante esse tempo, aprendi os princcpios da magia que busca ajudar, curar e melhorar as pessoas. Isto , ou seja, a Magia Branca.
Durante as manhs, Alenka me incentivava a andar pela cidade. Neve pesada cobria as ruas e fazia tudo parecer imaculado. Pela tarde, dia aps dia, Alenka dava aulas sobre os diferentes problemas que as pessoas costumam ter e a maneira correta de ajudar.
Certa vez, tive a oportunidade de ouvir um dos casos de Alenka. Ela recebia pessoas desesperadas em sua casa, chorando e implorando pelo retorno do marido, por um amor impossfel de uma mulher, para tirar o azar, ou para conseguir um emprego decente. Ela os deixava falar e parecia no ouvir, mas depois pedia, com sua voz delicada, uma foto e a data de nascimento deles. Ela no prometia nada, mas dizia adeus com um sorriso confortador que logo fazia com que confiassem nela. Em seguida, Alenka preparava seus rituais, acendia velas, borrifava seu altar com guas floridas, recitava belos encantamentos que pareciam poesias, e alguns dias depois as pessoas voltavam agradecendo o milagre, ao que ela negava ter tido qualquer participara.
Porque Alenka era uma bruxa silenciosa e humilde. Ela no queria ser venerada, muito menos ser famosa, e preferia negar sua intervenra no destino das pessoas. Ela era assim.
Depois de estar com ela durante todo o inverno, aprendendo e praticando minhas lis de Magia Branca, Alenka me disse que eu deveria continuar meu caminho. A princípio, recusei, no queria deixar seu lado, pensei em ficar para sempre. Mas ela me dissuadiu com sua voz suave, disse algumas palavras que nunca esquecerei. Que ficar em minha privacidade.
Arrumei minhas malas chorando, e no dia seguinte viajei para minha prxima parada: agora iria ser difcil.
As dancadoras na praia
Alguns dias depois, desembarquei no Haiti. L e1 fiquei na casa de Mama Kande, uma bruxa mdica da comunidade de Lafiteau, norte de Porto Prncipe.
Minha temporada no Haiti foi a mais frutpsa. Ali, entre coqueiros e a praia, aprendi os elementos que complem a magia do vodu, seus rituais e seus deuses. Pratiquei muitas vezes como fazer bonecos vodu, experimentei diferentes mtodos e varios materiais, ata dominar a tcnica.
Uma noite, Mama Kande me levou a uma praia, a meia hora de caminhada de Lafiteau. Ela estava na frente, caminhando na areia com uma tocha na mo, e eu atrs, olhando para a noite azul do Caribe, cheia de estrelas. Lembro que chegamos a uma enseada com um pier de troncos. Havia um barco de pescador atracado ali, suavemente baloiando pelo mar. Eu pulei no barco e ajudei Mama Kande a descer, carregando a tocha. Jaa acomodadas no barco, ela me mandou remar.
Fomos isla Cacique, uma pequena ilha deserta a 200 metros da praia. Sabia que os meninos da cidade iam ilha nadando, e l e1 coletavam caracçadas formidveis para fazer pingentes ou pescavam baiacus com lan?o, mas, meu conhecimento, ningum morava ali.
Ao chegar ilha, ajudei Mama Kande a sair do barco, e ela imediatamente me levou atravs da selva por um caminho muito estreito, mal distinguvel das grandes folhas tropicais. Chegamos a uma clareira em algum lugar da ilha. Foi ali que levei um dos maiores sustos da minha vida. Havia uma grande fogueira acesa, tochas criando um crculo, e pessoas ajoelhadas no chfo, realizando o que parecia ser um ritual.
Um feiticeiro andava entre elas, murmurando palavras que eu no conseguia entender. Passava por cada pessoa e orava com elas, mastigando o que pareciam ser folhas verdes com pvores envoltas. Fiquei fascinada olhando aquelas pessoas ajoelhadas, de olhos arregalados, totalmente imóveis. Mama Kande deve ter visto minha cara, porque disse calmamente, "Aquilos sfo zumbis."
Mama Kande mandou que eu me ajoelhasse tamb e9m. Logo comeou a tocar mfsica de tambor, e os zumbis começaram a se mover lentamente ao mesmo tempo. A mfsica subia de tom atfa ficar frenfidamente rra. Lembro daquelas pessoas dan?ondo furiosamente ao redor do fogo sem parar, cada vez mais seduzidas pelos seus prprios movimentos e pelo fogo que cercava tudo. Lembro que a mfsica tamb e9m tomou meu corpo de assalto e que a noite estava mais clara que fogo.
O que aconteceu depois no vou contar: at e9 aqui me permito ser uma infiel, existem coisas que no devem sair da intimidade das religi5es, e bom que assim seja. Apenas direi que naquela noite meu esprito atingiu um novo nvel de abertura, e desde ent?o carrego comigo uma marca indelfvel em algum lugar de minha alma, desde que no fui mais a mesma pessoa.
Aps essa experincia definitiva, Mama Kande me recomendou a continuar meu caminho para meu prximo destino.
Os reis ciganos
Quando cheguei na Bulg e1ria, a Madrinha Gergana me acolheu. A velha mulher me recebeu com um grande sorriso, pegou minhas mos calorosamente e, sem nenhum segredo, olhou minhas palmas. Por alguns segundos, seus olhos pequenos traaram as linhas, enquanto seu rosto era pensativo, como alguém lendo um livro. Aps um breve silncio, suspirou e, do nada, me deu um grande abraço. Com o tempo, me acostumei, era apenas uma avra rechonchuda e feliz, com manias e costumes peculiares, que assustava os pombos com sua risada incontrolvel.
Naquele dia, assim que cheguei, ela me disse: ?Estava esperando voc?, filha. Ontem mesmo a Madrinha Xicuba me avisou que voc viria, n?o tive tempo de preparar um quarto para voc?. Isso me surpreendeu muito: "A Madrinha Xicuba esta aqui?" perguntei. Ela continuou falando sem ouvir minha pergunta. ?Ela me disse em sonho. Eu fiquei surpresa porque desde que ela morreu ela parou de falar comigo em sonhos, mas ontem ela veio e me disse, minha querida Gergana, cuide de minha garota, e assim voc ver que eu a acompanharei. A bondosa Madrinha Xicuba era t?o bonita quando jovem, e eramos t?o amigas, mas agora, ela se aproveita de mim, mas eu a alcan?orei na eternidade.?
Ent?o fiquei sabendo que a Madrinha Xicuba tinha morrido no Rio de Janeiro. Naquela noite, deitada no quarto improvisado da bruxa cigana, chorei at e9 o amanhecer segurando em minhas mos o talism que minha mestra tinha me dado quando parti para essa viagem.
No dia seguinte meu treinamento comeou. A Madrinha Gergana era uma mulher muito estranha e muito afetuosa, que me ensinou tudo o que sei sobre taro e magia cigana, alm de cozinhar algumas deliciosas musakas e tricotar lindas meias, como se fosse minha avra.
Todas as manhs, ela se sentava em sua grande poltrona roxa e consultava o taro, bebendo ch e1 em uma pequena xa rssica cheia de smbolos. Claro que me fazia sentar ao lado dela e revisar o significado de cada carta e os tipos de arcanos. Aprendi a avaliar sabiamente a influrncia do Mago, a respeitar a sabedoria da Sacerdotisa, ou a esperar a influrncia do Eremita, e assim por diante com cada carta.
Assim, todas as manhs, a Madrinha Gergana elaborava a origem e o significado de uma certa carta, listando seus usos, suas combina5es com outras cartas e suas possveis interpreta5es. Ela podia passar horas falando sobre uma carta de baralho, relacionando um personagem a um mito grego, a uma lenda celta ou a uma histria antiga.
Passei alguns meses na Bulg e1ria, nos quais recebi infinitas aulas de taro. Todas as noites eu dormia com minha cabea cheia de estranhas imagens dos personagens do baralho. Quando pensei que ia enlouquecer completamente, a Madrinha Gergana, sem avisar, encerrou o aprendizado. Naquele dia, arrumei minhas malas e continuei meu caminho.
Depois viajei por muitos lugares. Vivi por um tempo nos campos de Calatrava, na Espanha; participei de rituais orfistas perto de Elafonisi, em Creta; colaborei na celebrara do Inty Raimi em Saqsaywaman, Cusco; vivi por dias em uma comunidade Mapuche na Patagnia, onde aprendi sua medicina diretamente de uma velha mulher machi.
Mas logo seria hora de encarar o altimo grande aprendizado, o fim da minha longa jornada. Nova Iorque me esperava.
A cidade escura
Quase no fim daquele ano, cheguei a Nova Iorque. Nunca tinha visto uma cidade assim. Na havia edifcios mais altos, ruas mais coloridas, e pessoas mais egostas e espertas.
Fui recebida em uma casa no Brooklyn, perto do Brower Park. Era uma casa com tetos altos, com uma pequena escada na entrada uma varanda. De fora parecia uma casinha simples entre muitas outras, todas mais ou menos iguais. Ningum imaginava o que estava acontecendo dentro.
Fui calorosamente recebida por Lady Mallory, uma mulher lânguida, de pele pálida, que sempre usava preto rigoroso. Ela me acomodou em um dos quartos, que n?o tinha janela e s somente uma cama de ferro e um guarda-roupa.
Lady Mallory me apresentou Magia Negra, maldies e feitios obscuros. Normalmente, o estranho e mais obscuro da elite nova-iorquina se reunia no poro do poro, homens satanicos, vestidos com talismos brilhantes, ou mulheres maquiadas como egpcias, que falavam de maneira impassvel e brusca. Eu, claro, no podia participar.
Eu deveria tomar minhas aulas ao anoitecer, cercada por velas acesas e sinais diab f3licos. Era realmente assustador. Dificilmente dormia durante o dia, e quando no dormia, saia para caminhar pelas ruas. L e1 eu via p e1ssaros fazendo ninhos nas ribanceiras dos arranha-c e9us, a lua escondida entre os fios de eletricidade, ou os lindos gatos devorando desesperadamente o lixo.
Minha mente comeou a escurecer a cada dia que passava, achei que ia enlouquecer. Lady Mallory quase no falava comigo e me forava a realizar feitios horrveis contra pessoas que eu no conhecia, e que n?o me tinham feito absolutamente nada. Era uma presso insuportvel.
Um dia, cansada, atormentada, com o coradio escuro, disse a Lady Mallory com minhas ltimas foras que desistia, era demais para mim. Comecei a chorar incontrolavelmente, precisava expulsar todos esses sentimentos t f3xicos do meu ser, e ja no me importava falhar, era demais. "Magia negra no para mim", disse em voz alta.
-Bem. -disse Lady Mallory, e acrescentou, para minha surpresa: ? exatamente isso que voc veio aprender nesta cidade, n?o h e1 mais nada que eu queira lhe ensinar. Agora voc pode ir.
Retorno
Quando voltei ao Rio de Janeiro, logo comecei a trabalhar. A Madrinha Xicuba estava morta, e descobri, para minha surpresa, que ela me deixou sua casa na periferia. Logo, as pessoas começaram a vir me procurar para contar seus problemas, suas necessidades e seus desejos. Foi ent?o que aprendi que a velha Madrinha Xicuba me tinha treinado para ser sua substituta. Ela sabia desde o começo o que iria acontecer.
Desde ent?o, trabalho honestamente ajudando aqueles em necessidade com meus feitios todos os dias. Foi por isso que criei meu site, para ajudar pessoas de qualquer lugar do mundo que precisem recuperar um ente querido, melhorar sua situara financeira, ou se purificar de vibra5es ruins, ou atrair sorte.
Se voc precisa da minha ajuda, escreva para amiraasmodea@outlook.com
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Bavos
