Bahomet, o Bode Sabático
Quando penso em ‘Trabalho com a Sombra’ penso imediatamente em Baphomet. Baphomet é o ‘Bode Sabático’ incorporado em tradições místicas, que contém elementos binários representando o equilíbrio dos opostos. Em outras palavras, dualidade.
Ele representa o bem e o mal, prazer e dor, alegria e tristeza, masculino e feminino, luz e escuridão, vida e morte. Seu corpo meio humano, meio animal aponta para isso. Ele nos lembra que todos nós temos uma ‘Sombra’.
Ele tem as inscrições ‘Solve’ e ‘Coagula’ (Solve et Coagula) em cada braço; isso significa ‘dissolver e coagular’ – separar e unir – processos envolvidos na Alquimia, no Trabalho com a Sombra e na vida.
A alquimia é a arte da transformação; o processo de decompor algo em seus elementos mais básicos antes de transformá-lo, magicamente, em algo novo. Isso representa várias coisas; por exemplo, a destruição do ego antes da realização do verdadeiro eu. Devemos enfrentar a dor do Trabalho com a Sombra e nos decompor (e reconstruir) para nos tornarmos versões mais autênticas, criativas, enérgicas, despertas e integra de nós mesmos.
Baphomet aparece como a carta do Diabo no Tarot Rider Waite. Quantos de nós já desconfiamos de Baphomet por medo de que ele fosse ‘muito sombrio’, perdendo completamente o fato de que ele esteve presente em nossas cartas o tempo todo e apenas representa a parte ‘Sombra’ da nossa forma humana?
Baphomet é a mensagem profunda de que todas as coisas devem estar em equilíbrio. Você não pode realmente experimentar prazer sem ter experimentado (pelo menos um pouco de) dor, não há luz sem escuridão, e não há vida sem morte. Não há humano sem Sombra. As partes ‘mais sombrias’ de nós são o que nos torna verdadeiramente humanos. Com esse lembrete, podemos encontrar espaço e energia para o Trabalho com a Sombra, assim como para o amor-próprio e a autoaceitação.
Amira Asmodea





