O que é Umbanda
Umbanda é uma religião moderna, fundada no Brasil no início do século XX. É uma religião eclética, que reuniu elementos de vários ramos religiosos, com caráter sincrético (um sistema filosófico ou religioso que tenta reconciliar diferentes doutrinas), que combina seu panteão de divindades sob as formas da religião predominante (Cristianismo Católico).
Dentro de seus templos, o mal comumente conhecido como "magia", na verdade energias negativas, é combatido e anulado por entidades que se manifestam em seus médiuns.
Na Umbanda, o uso da magia positiva ou magia branca tornou-se parte da religião, sendo impossível separar trabalhos espirituais puros e mágicos, assim como trabalhos religiosos; a magia negra também é muito comum nesse ramo.
O sincretismo religioso, no qual a religião católica disponibilizou imagens que podem ser colocadas em altares, facilitou o processo de transição dos católicos para a Umbanda.
Definição de Umbanda
Umbanda ou "espiritismo Umbanda" é uma religião espiritualista e esotérica, que combina elementos do Espiritismo (kardecista) e ocultismo (oriental), junto com a religião africana (Bantu) e americana (Tupi), entre outras.História da Umbanda
Os valores fundamentais da religião africana são antigos, herdados das culturas religiosas pré-cristãs. A cultura afro-brasileira iniciou um sincretismo entre o catolicismo, cultos afros, cultura nativa e a doutrina espírita kardecista. Compartilha talvez regras ou princípios das religiões orientais (Budismo e Hinduísmo) mas por razões talvez temporais ou talvez pela divisão geográfica hemisférica, uma crença nativa que tem se transformado em diferentes áreas, mas que manteve seus princípios quase intactos, tornando possível encontrar semelhanças ou correspondências nas bases ou princípios das crenças e também aquelas crenças negativas chamadas de "magia".Dentro de seus templos, o mal comumente conhecido como "magia", na verdade energias negativas, é combatido e anulado por entidades que se manifestam em seus médiuns.
Primeiro ramo
Formado pelos espíritos nativos que viviam antes da chegada dos conquistadores estrangeiros. Esses espíritos já conheciam o fenômeno da incorporação mediúnica, como já era praticado pelo xamanismo em suas cerimônias. Já acreditavam na imortalidade do espírito, na existência do mundo sobrenatural e na capacidade dos "mortos" de influenciar a vida dos encarnados.Segundo ramo
Os cultos africanos, sem contato com os nativos brasileiros, tinham essas mesmas crenças, só que mais elaboradas e muito melhor definidas. Seus sacerdotes praticavam rituais e magias para equilibrar as influências do mundo sobrenatural e também para equilibrar as pessoas. Acreditavam na imortalidade do espírito e no poder dele sobre os encarnados, chegando a criar um culto para eles (o culto de Egúngún do povo Yorùbá). Também veneravam os ancestrais através de rituais elaborados, que permanecem até hoje, pois são um dos pilares de suas crenças religiosas. Sua cultura era transmitida oralmente de pai para filho, na forma de lendas, preservando conhecimentos muito antigos como a criação do mundo, dos homens e eventos similares ao dilúvio bíblico. Os cultos de Umbanda da nação africana herdaram seu panteão divino, que era presidido por um ser supremo e povoado por divindades que eram seus executores junto aos humanos, bem como seus assistentes celestiais que ajudavam na realização do mundo material.Terceiro ramo
Formado por Kardec, que incorporou espíritos de índios, negros ex-escravos, orientais, etc. Ramo chamado de "Umbanda branca", nos moldes criados pelos espíritas, mas no qual eram aceitas as manifestações de caboclos, pretos-velhos e crianças. Este ramo pode ser descrito como um meio-termo entre o espiritismo e os nativos e afros cultuados, pois se apoia na doutrina cristã, mas cultua valores religiosos herdados dos povos americanos e africanos. Não abrem seus cultos com cantos e tambores, mas com orações a Jesus. Seus membros são identificados como "umbandistas cajones".Quarto ramo
O sincretismo religioso, no qual a religião católica disponibilizou imagens que podem ser colocadas em altares, facilitou o processo de transição dos católicos para a Umbanda.



